Os puddles foram cagar
Decididamente, resolvi nesta madrugada escolher a sexta feira como dia nacional de escrever no meu blog. Desisto dos domingos pela manhã quando passa na avenida um carro com o Papai Noel jogando balas para as crianças. Acordei as 4.20 da madruga e não dormi mais. Liguei o PC e visitei vários blog's, até o do Magru, que fala em cultura e pontes que vão derrubar e casas velhas que vão demolir. Estive no Bolog da Jéssica Feller e cheguei até o outro, do Douglas, que fala sobre mentiras. Então depois disso tudo fui a cozinha e tomei um café, abri a porta da área de serviço e fiz uma coisa que há muito não fazia. Levar os dois pudlles para fazer cocô na rua. Quando abri o portão da garagem e olhei no terreno baldio, vi umas madeiras e um monte de areia, imediatamente lembrei do Magru. Caraca, vão construir na frente de minha casa. Vão derrubar um pé de mamona e destruir o capim baixo. Isso é o progresso, pensei. Mas onde meus cachorros vão cagar no futuro? Na rua só tem dois terrenos baldios, mas um tem muro. Pobres pudles, vão ter que fazer suas necessidades em cima do jornal. Voce percebeu, que sempre é o jornal que ampara a merda dos cachorros. Então fumo meu cigarro, chamo os pudlles aliviados, fecho o portão e dou quatro passos pra dentro. Viro-me então pra rua e arremesso a pituca do cigarro para que passe entre as barras de alumínio sem tocar, bingo!! Passou, mas além do portão e saindo de tráz da parede onde termina a garagem surge uma senhora, uma velha, e pasmem. A pituca do cigarro acerta em cheio a velhota. Ela resmunga, me olha e vai embora. Não pedi desculpa, mesmo porque ela não me viu jogando a pituca, portanto não poderia afirmar que tenha sido eu quem a tivesse arremessado. Ficou o dito pelo não dito, já que nada foi dito, mais foi pensado. A velha pensou. - Filho da puta, vai jogar xepa na tua mãe. Eu pensei. - Acertei a velha em cheio. Isso é o inicio da manhã de sexta feira. Não consegui chegar ao final da garagem. Ouvi um grito de chamado. - Oh vizinho, oh amigo. Olhei. - O que foi? Os pudlles já partiram em defesa, au au pra cá, au au pra lá.
Amigo! Disse o cara, com os pés no chão e a bunda no ferro da bicicleta. - Amigo, quebra um galho pra mim? Respondi, depende. Queria saber na verdade se o esquerdo ou o direito. - É que acabou a gasolina do meu carro, e o posto do meu amigo ainda não abriu, eu preciso chegar a tempo no trabalho. Como é que é? Que carro, se você tá de bicicleta? Eu não quebro galho não meu amigo, vá de bicicleta. - Ah é, então vou te rogar uma praga, disse. - Tomara que acabe a gasolina do teu carro. Olha, eu vou te rogar outra. - Vai te foder cara, vai trabalhar vai.
Minha mulher pergunta no quarto. - O cara queria dinheiro? Respondi. - Não ele queria gasolina. E ela outra vez. - Pra quê ele queria gasolina? Respondi,. Pra misturar no café é óbvio, loira. Han,han,han. rsrsrsrsrs.
Sexta feira, 23 de novembro.
6.35 da manhã - Os cachorros cagam e o dono fuma um cigarro.
6.45 - Uma senhora é atingida por uma xepa perdida em plena via pública.
7.00 - Um homem trajando calça caqui e camisa branca, barba por fazer, pede a um estranho que lhe quebre um galho.
A partir de hoje novas modalidades: Não peça pão, peça gasolina./ Bala perdida é coisa do passado, tome cuidado. Vem aí: Xepa perdida.
Então? Promete ou não promete, a sexta feira? rsrs
Escrito por juliogarcia às 07h20
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