A mulher de plástico
Há tempos, qualquer seriado de televisão tipo ajaponezados diria, traziam personagens que se modificavam para combater um monstro extraterrestre que destruia a cidade fazendo de grandes edifícios meras caixinhas de fósforo. Eram os mutantes em ação. Nos tempos atuais dramas televisivos nos trazem o mesmo tema como resultados de experiencias médicas em novelas transmitidas no horário nobre. Mas deixemos de lado a ficção. Se prestarmos atenção em nossa volta poderemos constatar que já existem entre nós esses seres. Os mutantes já estão andando pelas ruas. Foi assim..
Nada mais gostoso de se olhar, a jovem mulher que encontrei no domingo a tarde. Seu caminhar pelo corredor entre as garrafas expostas deixava qualquer um de cabelo em pé. Não assustado, mais convencido de que jamais tinha visto algo igual. O corpo esbelto e os seios de tamanho perfeito, para delírios de olhos masculinos. Os lábios carnudos e o olhar felino faziam daquele corpo um verdadeiro show, sobre pernas roliças vestidas no carmim. As mãos macias acariciavam os objetos que desejava com levesa e charme. De tanto desviar o olhar para não ser incoveniente, cansei, resolvi então encarar de perto. Puxei conversa e fixei o olhar nos seus olhos, correndo pelos lábios brilhantes do glos e percorrendo toda face acabei por constatar que aquela mulher não era real. As marcas de enchimento na parte exterior da boca e pescoço eram visíveis. Deixando cair o olhar sobre parte dos seios engolidos pela fina malha, tive certeza, era uma mutante. Tudo na mulher era superficial, até a maneira de se expressar. Um delírio em forma de ser humano. Um ser humano em forma de beleza. Fica até dificil descrever, pois ao mesmo tempo que era real e maravilhosa, era também um produto que está a venda em qualquer clínica de cirurgia plástica. Quanto custa a beleza? Será preciso ser uma mutante para chamar a atenção dos outros e se colocar em um pedestal de beleza? Quanto vale a beleza construída em laboratório?
Estaremos nós no futuro que jamais cremos fosse acontecer? Os mutantas então sairam das páginas dos gibis e dos seriados e estão andando entre nós?
Eu poderia dizer que sim, pois estive por alguns minutos en contato com uma. Real, de carne, osso e próteses.
Amanhã ela poderá mudar tudo outra vez. Diminuir os seios, a boca, a bunda, as pálpebras. Só não poderá aquela beleza ambulante e superficial controlar o tempo, que sem duvida alguma irá corroer a tudo e transformá-la um dia, em pó.
Escrito por juliogarcia às 11h00
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Eternas pérolas do Magal
Um dia desses da semana passada aparece em minha loja o amigo da facul, Magal. Como sempre o papo do bom Magal é cultura e música popular brasileira. Falamos tanto que chegamos ao assunto teatro e a pergunta é.
- Por que Balneário de Camboriú não tem um teatro?
A resposta do Magal é simples.
--" Cidade que não tem um teatro é igual a mulher sem vagina".
Grande Magal...
Rsrsrsrsr.
Escrito por juliogarcia às 22h23
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